Hipotireoidismo em Idosos, como identificar?

Hipotireoidismo em Idosos é um problema muito sério. A dificuldade em diagnosticar essa doença nessas pessoas deve-se ao fato desses sintomas serem confundidos com o processo natural de envelhecimento, como apatia, cansaço e outros problemas de saúde.

A tireoide é uma pequena glândula em formato de borboleta, que se encontra na base do pescoço, perto da traqueia. O Hipotireoidismo ocorre quando a tireoide não funciona corretamente, causando diminuição na produção do hormônio que regula o metabolismo, fazendo com que os sistemas do corpo reduzam sua atividade.

Existem dois tipos de hipotireoidismo, o clínico e o subclínico. O hipotireoidismo clínico reduz o metabolismo, causando fadiga, ressecamento de pele, ganho ou perda de peso, rouquidão e fala lenta. O hipotireoidismo subclínico tem sintomas irrelevantes como fraqueza e intolerância ao frio, podendo também não apresentar nenhum sintoma. Mas, se não for tratado adequadamente, pode progredir para o quadro de hipotireoidismo clínico, causando anemia, baixa temperatura e insuficiência cardíaca.

Outros sintomas do hipotireoidismo em idosos frequentemente confundidos com a chegada da velhice são funções orgânicas mais lentas, depressão, formigamento ou dor nas mãos, queda de cabelo e sobrancelha, confusão mental, esquecimento, demência, expressões faciais grosseiras, pálpebras caídas, inchaço nos olhos e face, freqüência do pulso diminuída, palmas das mãos e planta dos pés alaranjadas, nervosismo, palpitações, excesso de transpiração, tremor, surdez e cãibras.

A grande incidência do hipotireoidismo em idosos ocorre devido ao envelhecimento da glândula e uso de medicamentos que interferem com a função tireoidiana. Quando não tratada, a doença causa demência reversível e depressão, contribuindo para o aumento da pressão arterial, do colesterol e risco de problemas cardíacos.

Sob a suspeita da doença, é importante que seja feita uma consulta com um endocrinologista geriatra para definir o grau do hipotireoidismo no idoso e avaliar o melhor tratamento, o quanto antes. Não é possível fazer uma prevenção, mas o tratamento é muito eficaz quando o diagnóstico é feito corretamente. Trata-se o hipotireoidismo com reposição de hormônio, com dosagem dependendo da idade, peso e doenças associadas. O acompanhamento médico é essencial e deve-se tomar cuidado com a dosagem excessiva de hormônios em idosos, pois a dosagem incorreta pode agravar o quadro.

O hipotireoidismo não acomete somente o idoso. Pessoas com menos de 50 anos também sofrem com a doença, com sintomas como fadiga, ganho de peso, depressão, intolerância ao frio, além de níveis de colesterol aumentados, doença cardíaca e infertilidade. No Brasil, estima-se que em torno de cinco milhões de pessoas, tanto homens quanto mulheres, sofram com hipotireoidismo, a maioria ainda não diagnosticada. A incidência é maior em mulheres a partir dos 35 anos.