Idoso com AVC – Acidente Vascular Cerebral

Atualmente, a principal causa da incapacidade funcional em idosos atende pelo nome de Acidente Vascular Cerebral (AVC ou derrame cerebral). O risco de ocorrência de um AVC aproximadamente dobra a cada década de vida após os 55 anos.

O AVC em idosos os deixa menos comunicativos, mais isolados, com perda de capacidade de aprendizado e de concentração. Caracteriza-se pela perda total dos movimentos de um lado do corpo, além de problemas na fala e audição, compromete o sentido visual e as atividades mentais.

O Acidente Vascular Cerebral é uma interrupção do fornecimento de sangue a qualquer parte do cérebro. Trata-se de uma doença com aparecimento repentino, mas com fatores de risco conhecidos, sendo o principal deles a pressão alta. Má alimentação, sedentarismo e diabetes também podem levar a um AVC.

Existem dois tipos de acidente vascular cerebral (AVC ou derrame): Hemorrágico e Isquêmico, o tipo mais comum. O isquêmico ocorre quando um vaso sanguíneo é bloqueado pela formação de uma placa ou presença de um coágulo, costuma atingir pessoas idosas, com diabetes, colesterol elevado, hipertensão arterial, problemas vasculares e fumantes. Já o hemorrágico ocorre quando pequenos vasos sanguíneos no cérebro tornam-se fracos e rompem, podendo ocorrer em pessoas mais jovens em virtude de hipertensão arterial, problemas na coagulação do sangue e traumatismos. A evolução deste tipo é mais grave.

Os sintomas do AVC dependem de qual parte do cérebro foi atingida, mas podem incluir: dor de cabeça repentina, perda repentina de força muscular e visão, dormência ou formigamento, tonturas, alterações da memória, náuseas, vômitos, sono, inconsciência, dificuldade para se comunicar, perda da coordenação, perda de equilíbrio, ansiedade extrema, confusão súbita. Acontece geralmente de repente e sem aviso prévio.

O tratamento imediato do AVC pode salvar vidas e reduzir as sequelas. É importante levar o idoso ao pronto-socorro imediatamente para determinar qual o tipo do AVC. O tratamento depende da gravidade e da causa do acidente vascular cerebral no idoso. Infelizmente, células cerebrais não se regeneram nem há tratamento que possa recuperá-las. No entanto, existem recursos terapêuticos capazes de ajudar a restaurar funções, movimentos e fala. Quanto antes forem aplicados, melhores serão os resultados. Para que o paciente possa ter uma melhor recuperação e qualidade de vida, é fundamental que ele seja analisado e tratado por uma equipe multidisciplinar de profissionais da saúde, fisioterapeutas, médicos, psicólogos e demais profissionais. Seja qual for o tipo do acidente, as consequências são bastante danosas.

Para prevenir o acidente vascular cerebral em idosos, é indicado parar de fumar e não consumir bebidas alcoólicas; exercitar-se regularmente, de acordo com a idade e condição física, controlar a pressão arterial e o colesterol regularmente, e principalmente, seguir as recomendações médicas em caso de diabetes e doenças cardíacas.

Como identificar um AVC?

Início súbito de sensação de dormência, fraqueza, dificuldade para movimentar a face, braços e/ou pernas em um lado do corpo são alguns dos sintomas frequentemente associados ao evento. Dificuldade na fala, alterações visuais, dores de cabeça e oscilações no nível de consciência são também manifestações comuns.

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Cristina Aguiar

Cristina Aguiar é publicitária, geminiana e chocólatra. Graduada pela Faculdade Integrada Cantareira, atua como designer gráfica na Gráfica Riomar. Escreve em blogs e sites. Interessa-se por artes e pelo SER humano.