O avanço da AIDS na Terceira Idade

O que é AIDS?

AIDS é uma doença causada pelo vírus HIV, que significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. É transmitida por relação sexual sem preservativo e por uso de seringas ou agulhas contaminadas. Pode ser identificada através de exames de sangue, ainda não tem cura e pode ocasionar a morte.

Segundo o Ministério da Saúde, nos últimos 25 anos houve um aumento considerável de casos de AIDS em idosos no Brasil. A terceira idade é a faixa etária onde há maior aumento nos casos dessa doença. Muitas pessoas vivem anos sendo portadoras do vírus HIV sem saber, só vindo a descobrir tardiamente, quando já estiverem com a doença da AIDS.

atividade sexual na terceira idade aumentou nos últimos anos graças à popularização de medicamentos para disfunção erétil, como também, devido à tratamentos de reposição hormonal para controle dos sintomas da menopausa e andropausa. Outros fatores explicariam parte desse fenômeno como o aumento da qualidade e expectativa de vida, gerando envelhecimento da população, como também aumento da sobrevida de quem vive com HIV-AIDS.

O que possibilita o aumento da AIDS em idosos é a desinformação. O fato deles terem iniciado a vida sexual antes do surgimento da AIDS e não conseguirem admitir a possibilidade de contrair o vírus através de uma relação sexual, pode ser determinante. Outros fatores, como as inibições dos idosos em falar de sua vida sexual e a falta de preparo de alguns profissionais da saúde em questionar os hábitos sexuais de pacientes idosos contribuem para um diagnóstico tardio. Pesa também o fato do uso do preservativo ser um hábito pouco vivenciado ao longo de suas vidas e possíveis dificuldades técnicas na utilização fazem com que idosos não utilizem preservativos.

É necessário que seja quebrado o tabu relativo ao tema no ambiente familiar, sendo muito importante que os parentes orientem os idosos quanto ao uso de preservativos e também sobre os riscos de outras doenças sexualmente transmissíveis. De maneira geral, a terceira idade tende a resistir ao uso da camisinha como proteção contra doenças, causando também aumento de casos de outras doenças sexualmente transmissíveis como sífilis, gonorréia, candidíase e herpes.

O governo brasileiro, já há alguns anos, vem realizando campanhas de incentivo ao uso de preservativos ao público idoso. É importante que exista acessibilidade à informação e orientação sobre os riscos, para evitar que estes números continuem aumentando. Precisamos estar atentos com nossos idosos, pois esta doença ainda não tem cura. Em muitos casos, os médicos confundem os sintomas da AIDS nos idosos com sintomas causados por outras doenças como câncer, tuberculose e doenças degenerativas.

 “A prevenção com o uso da camisinha e a solidariedade com quem está doente são as melhores armas na luta contra a doença.”

A Aids não tem cura, mas todos os portadores do HIV dispõem de tratamento oferecido gratuitamente pelo governo. No caso dos pacientes idosos existe a possibilidade de fortes efeitos colaterais após o uso dos medicamentos, ainda mais para pacientes com uma saúde frágil ou doenças pré-existentes.

Alguns efeitos provocados pelos anti-retrovirais em idosos é o aumento no risco de infarto, diabetes e insuficiência renal. Além disso, muitos idosos têm seu diagnóstico descoberto tardiamente, o que eleva os índices de morte. Os pacientes idosos devem merecer atendimento especializado, respeitando-se não só suas limitações físicas, como necessidades individuais, mas principalmente com suporte psicológico e social, pois muitos ainda sofrem rejeição da família.