Prevenção de Doenças na Terceira Idade

Mesmo não tendo nenhum sintoma, após certa idade, muitas pessoas procuram consulta com um médico geriatra, afim de prevenir futuras doenças típicas da Terceira Idade. Essas pessoas buscam orientação sobre cuidados para viver uma vida mais longa e produtiva, com o propósito de prevenir ou de retardar o envelhecimento, para ajudar na Prevenção de Doenças na Terceira Idade.

Envelhecer é a simples consequência de não morrer antes do tempo. Envelhecer bem, esse sim, é o grande objetivo.

A partir dos 60 anos é importante que o idoso faça acompanhamento com o médico geriatra, pois quando a doença é descoberta no início, a chance do problema progredir é menor, ainda mais com o tratamento adequado. As principais doenças passíveis de prevenção são doenças infecciosas, cardiovasculares (infarto e derrame), câncer e doenças respiratórias.

Doenças Mais Comuns em Idosos

O aumento da expectativa de vida gerou o surgimento de novos problemas associados à chegada da velhice. Além das doenças conhecidas como hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, infecções, doenças respiratórias e osteoporose, existem outras que merecem uma atenção especial quanto aos sintomas, diagnóstico e estratégias de prevenção de doenças em idosos.

– Uso de medicação em excesso (iatrogenia). O excesso de medicação aumenta a probabilidade de reações adversas, podendo até gerar novas doenças. Também pode ser causada por erro de diagnóstico ou diminuição da capacidade intelectual do idoso, que pode conduzir a erros na tomada de decisões.

Depressão em idosos: Um dos distúrbios psiquiátricos mais comuns em idosos, frequentemente associado à tristeza. Qualquer fator pode desencadear a doença, como a morte de um ente querido, mudança brusca na rotina ou até um internamento, podem estar na origem de uma depressão, interferindo na qualidade de vida do idoso, aumentando o risco de mortalidade. O desejo expresso de morte, inatividade, negativismo, frustração, insônia, debilitação física  causada por doenças, também são sinais a considerar.

– Imobilidade em idosos: Define-se como a perda progressiva da capacidade de desempenhar as atividades diárias por deterioração neurológica e motora, causada por quedas. Frequentes nos idosos, as quedas podem ter consequências graves, pois são a principal causa de incapacidade e dependência. O idoso imobilizado é considerado um indivíduo de alto risco para complicações médicas graves. Cuidado com iluminação e ambientes com tapetes e pisos escorregadios. Os utensílios de uso diário devem também ser colocados em prateleiras de fácil acesso e não em móveis altos.

– Incontinência urinária em idosos: Apesar de ser uma situação que atinge pessoas de qualquer idade, as perdas involuntárias de urina aumentam de gravidade com o passar dos anos, situação extremamente incômoda e que afeta muitas pessoas, causando transtornos evidentes. Com a idade é normal que a pessoa sinta necessidade de se levantar duas ou três vezes por noite, mas caso o idoso perca o controle, é bom consultar o histórico médico para ter certeza que será uma situação temporária ou permanente.

Parte dos problemas de saúde que podem aparecer nos idosos tem origem genética, outra depende de fatores ambientais que o organismo venha a sofrer e a terceira parte depende do estilo de vida e das escolhas de cada um. De forma geral, não há grandes segredos em relação ao que deve ser de fato feito para prevenir doenças, como ter hábitos alimentares saudáveis, praticar atividades físicas regularmente, fazer acompanhamento médico periódico para o diagnóstico precoce e o tratamento adequado dos eventuais agravos à saúde, ter descanso e lazer apropriados, cultivar bons pensamentos e manter a mente estimulada, ativa e produtiva.

As principais intervenções que o geriatra irá propor são imunização (vacinas), diagnóstico precoce, aconselhamento e mudanças de estilo de vida, além dos medicamentos corretos.